segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Relação podre

Na última sexta-feira, 13, Carlos Fernando Rangel passava pela rodovia Régis Bittencourt, em Embu (Grande São Paulo), quando as vigas do Rodoanel despencaram na rodovia, sobre ele. Teve sorte, continua vivo. Ele sofreu uma fratura no punho esquerdo e foi submetido à cirurgia. Passa bem.

Hoje ele fez uma declaração sobre o acidente e revelou que viu uma das vigas racharem.

"Estava na Régis a uns 80 km/h. Uma viga começou a rachar de cima pra baixo. Quando eu vi, já tinha despencado. Desviei pra direita e acho que foi isso que me salvou", disse.

Ele “viu” que o problema foi na viga. Quebrou no elo mais frágil, isso é básico.

Tem cheiro de erro na construção da viga.

De qualquer maneira, o mais importante é que essa queda das vigas mostra o lado político e parcial do TCU. De um lado o TCU empaca o PAC e de outro faz vistas grossas às obras do governador José Serra.

Essa visão deficiente do TCU quase provocou uma tragédia, felizmente ninguém morreu.

Quando é que o TCU será penalizado por seus erros? Esse caso é um bom começo.

E o Serra? As "tragédias" acontecem no seu governo e ele pensa que somos idiotas o suficiente para acreditar nas suas manjadas desculpas.

E a imprensa, mais conhecida por PIG, que dá apoio a toda essa podridão?

Junto com as vigas "cairam" os três.

Vejam na matéria abaixo, que saiu no Destak, que tudo podería ter sido evitado se o TCU fizesse a sua parte.

TCU: obra do rodoanel tem 79 falhas

Entre erros apontados como graves está a troca de materiais no viaduto que desabou

As obras do trecho sul do rodoanel Mário Covas têm 79 falhas graves, segundo um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) emitido em setembro.

Embora ainda não seja possível afirmar que o problema que levou à queda de três vigas sobre a rodovia Régis Bittencourt (BR-116) na sexta-feira esteja relacionado com os defeitos apontados pelo órgão, uma das hipóteses para o acidente é a de erros na instalação das vigas do viaduto.

A diminuição do número de vigas em relação ao projeto básico, de sete para cinco ou seis a cada vão livre dos novos viadutos, e a mudança do tamanho das estacas foram algumas das falhas relatadas pelo tribunal no documento.

No trecho 5, local da queda, deveriam ser usadas fundações de concreto para sustentar os vãos livres dos viadutos. Contudo, o consórcio das empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca alterou o plano a fim de diminuir os custos, usando vigas pré-moldadas, mais baratas, nas estruturas.

Devido a alterações como essas, o TCU informou que foram detectados indícios de superfaturamentos na obra que chegam a R$ 184 milhões.

Ontem, o secretário dos Transportes, Mauro Arce, disse ter "certeza" de que o uso de vigas pré-moldadas não foi o que levou à queda. As causas serão investigadas por peritos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e da Dersa. Arce disse que as 2.380 vigas do rodoanel serão vistoriadas.


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domingo, 15 de novembro de 2009

Bessinha - chargeonline

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Lula trabalhando para o Brasil

Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome

Amanda Cieglinski

Roma (Itália) - A organização não governamental (ONG) Action Aid Internacional vai conceder um prêmio ao Brasil pelos esforços no combate à fome. Segundo um ranking organizado pela entidade, o país teve o melhor desempenho na redução do problema, seguido pela China e Índia.

Segundo o diretor internacional da Action Aid, Adriano Campolina, o principal motivo para que o Brasil seja o líder do ranking foi o fato de 10 milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema nos últimos anos. De acordo com ele, o Brasil conseguiu a redução combinando o crescimento econômico com políticas de combate à pobreza e agricultura familiar.

“A fome é um fenômeno muito complexo, você não consegue acabar com ela imediatamente. Mas a redução do Brasil foi extremamente substancial, não só rápida como sustentada. Foram políticas coordenadas que deram ênfase à transferência de renda e ao mesmo tempo à agricultura familiar e à produção sustentável”, destacou Campolina.

Amanhã (16), quando terá início em Roma a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONG pretende entregar o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa da abertura do evento e deverá apresentar as experiência brasileiras que conseguiram reduzir a subnutrição no país como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Fonte: Agência Brasil

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Serra quer conforto só para ele

Essa notícia é a cara do PSDB. Enquanto o povo de São Paulo fica parado nos imensos congestionamentos da cidade ou fica espremido dentro do deficiente sistema de transporte público, o governador José Serra gasta o suado dinheiro da população para se dar bem. Gastar R$ 10 milhões para adquirir um helicóptero é prova do descaso para com a população que sofre diáriamente com o transporte da cidade.

Secretaria dos Transportes de São Paulo vai comprar helicóptero

A Secretaria dos Transportes do governo José Serra (PSDB) resolveu driblar os engarrafamentos do trânsito e os obstáculos das rodovias de São Paulo pelo ar com um helicóptero que será comprado para transportar técnicos e autoridades.

A pasta, responsável por empreendimentos como duplicação de estradas, ampliação da marginal Tietê e trechos do Rodoanel, alega a "necessidade de deslocamentos rápidos" para acompanhar e vistoriar um "grande número" de obras em andamento ou projetadas.

Entre as regras para a aquisição do helicóptero "novo de fábrica", a Secretaria dos Transportes exige que ele tenha capacidade para decolar do Palácio dos Bandeirantes, sede de trabalho do governador Serra. Mas a pasta nega que essa seja a sua principal atribuição --diz que é só um "exemplo" citado na licitação.

Comandada por Mauro Arce, a secretaria não divulga quanto estima gastar com a compra.
De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, o valor poderá ultrapassar R$ 10 milhões --sem contar as despesas com a manutenção e os profissionais para a operação da aeronave.

Esse dinheiro supera, por exemplo, os gastos de R$ 8,1 milhões anunciados pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) no ano passado num pacote de nove "obras viárias de grande importância", com ampliações de plataformas e reformas de paradas, para aumentar em 10% a velocidade média dos ônibus nos corredores.

O edital de licitação lançado pela secretaria pede que a aeronave tenha capacidade para dois pilotos e cinco passageiros. O helicóptero terá autonomia para voar até 600 quilômetros sem reabastecer.

O prazo máximo para a entrega definitiva do helicóptero é de oito meses depois da assinatura do contrato. O pregão para a compra deve ocorrer na semana que vem.

Assentos em couro

O governo Serra diz que a nova aeronave poderá ser usada pelos diversos órgãos ligados à Secretaria dos Transportes, para acompanhar desde as obras nas estradas como em portos, hidrovias e aeroportos.

A pasta diz que, hoje em dia, essas viagens são feitas por automóveis, voos comerciais ("muitas vezes não disponíveis") ou locação de helicópteros. Afirma prever um gasto de R$ 1,6 milhão neste ano com essas duas últimas despesas.

Dentre as características exigidas da aeronave estão "assentos em couro", "carpete", "sistema de ar condicionado apropriado para clima tropical", "iluminação individual nos assentos para leitura" e "compartimento para guarda e conservação de alimentos e bebidas".

O helicóptero também precisará ter dimensões internas "de modo a evitar interferência física entre pernas dos passageiros sentados frente a frente" e revestimento reforçado para atenuar os ruídos, "de modo que possibilite a comunicação normal entre os passageiros".

Custo

Três especialistas em tráfego aéreo ouvidos pela Folha dizem que uma aeronave com as características da exigida no edital da secretaria custa no mínimo US$ 4 milhões (em torno de R$ 6,8 milhões).

Mas, da mesma forma como ocorre com carros, a previsão de itens opcionais (incluindo ainda piloto automático, capacidade para voo por instrumentos, sistema especial de iluminação) podem elevar os custos para até US$ 6 milhões (R$ 10,2 milhões).

A manutenção de um equipamento do tipo custa, em média, US$ 30 mil (R$ 51 mil). Caso a gestão Serra opte por contratar piloto e co-piloto com valores pagos pela iniciativa privada, só em salários seriam cerca de R$ 45 mil ao mês.
Fonte: Folha online

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sábado, 14 de novembro de 2009

Bessinha - chargeonline

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A enganação de Serra vai causar problemas aos Paulistas

Orçamento de SP volta a tramitar, mas é "peça ficcional", afirma economista

Áreas essenciais como saúde, educação e segurança devem sofrer cortes em 2010, segundo parlamentar da oposição. Serra usa excedentes do orçamento para criar "vitrine eleitoral"

Por: Suzana Vier

Os deputados paulistas já podem voltar a analisar o orçamento do estado de São Paulo. O Tribunal de Justiça revogou a decisão que interrompeu a tramitação do documento no dia 6. Na terça-feira (10), o TJ considerou que deixou de existir razão jurídica para impedir a análise do orçamento.

De volta à pauta da Casa Legislativa paulista, o orçamento de São Paulo é um verdadeiro cheque em branco para o governador José Serra (PSDB-SP), afirmou o deputado Ênio Tatto (PT-SP), membro da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (AL). "O governo tem 47% de margem para remanejamento", aponta Tatto.

Uma das manobras possíveis para realocar verbas é a margem de suplementação. Em entrevista à Rede Brasil Atual, o economista Amir Khair alertou que a margem de suplementação em vigor em São Paulo é de 17%, o que permite ao governador alterar a destinação das verbas à vontade. “Com esse índice, o orçamento não representa nada. É uma peça de ficção", dispara.

Apesar de submeter os planos de gastos, investimentos e receita à Assembleia Legislativa, o governador na prática tem liberdade para manipular o orçamento como desejar.

O ideal, segundo o economista, seria que a margem de suplementação dos estados não ultrapassasse 5%. "A sociedade discute o orçamento, mas o artigo que estabelece a margem de suplementação aniquila tudo", sustenta Khair.

Segundo Ênio Tatto, ao todo, as manobras para remanejamento do orçamento podem significar liberdade para manipular 47% do valor total. O parlamentar critica também o valor subestimado de crescimento do estado, apontado para 3,5% no orçamento para 2010. "Nos últimos três anos, o estado tem de 6% a 7% de excesso de arrecadação, ou seja, mais de R$ 10 bilhões que, tirando saúde e educação, ficam livres para o governador utilizar como quiser", lamenta.

“O governador apresenta uma previsão pessimista de crescimento, de um estado que historicamente cresce mais que o país, e depois fica com o excedente em caixa”, resume Tatto. A estratégia, segundo o parlamentar, seria usar os recursos acumulados para montar uma "vitrine eleitoral".

Educação, saúde e segurança com dificuldades

De acordo com o parlamentar, que acompanhou as audiências públicas sobre o orçamento, o maior problema apontado em todas as regiões é a precariedade da saúde no estado. "A saúde está um caos total".

Os municípios estão reivindicando a municipalização de hospitais regionais na tentativa de melhorar a situação em suas localidades. "O problema é que o governo passa o hospital, mas não os recursos", reclama. Mas, a situação deve piorar porque no orçamento para o próximo ano consta um corte de 35% na pasta, admite o deputado.

Na área de educação, em que apenas investimentos federais estão previstos, a situação também deve ser mais difícil que em 2009. "Do jeito que o governo planejou 2010, não há dinheiro para qualquer tipo de reforma, ampliação, nada".

Ele cita o caso de 3 a 4 mil jovens do Grajaú, zona sul da capital paulista que, por falta de escolas na região, têm de viajar uma hora e meia de ônibus até outra região para terem aula. E o mesmo tempo de volta.

Investimentos em estradas vicinais também sofreram cortes e devem causar problemas para escoamento da produção, transporte de estudantes e deslocamento de trabalhadores entre cidades. "A população usa muito as vicinais que não são aquilo que se vê nas autoestradas paulistas", compara. As vias menos movimentadas estão em péssimas condições, segundo o deputado.

Com os investimentos do governo federal nas áreas de habitação e saneamento, o estado também fez cortes nessas áreas para 2010. "São Paulo está cada vez mais dependente de recursos federais. É só olhar o que foi realizado este ano e o que está previsto para o ano que vem", suscita.

A área de segurança pública também perdeu investimentos. Já o funcionalismo parece ser a última prioridade do governo, relata Tatto. “ O secretário de planejamento não cansa de repetir, que depois do investimento em outras áreas, o que sobrar ele vai ver o que pode fazer para o funcionalismo”, finaliza.
Fonte: Rede Brasil Atual

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Serra, o ditador

Serra iguala prática de Maluf e quebra convenção para nomeação de reitor da USP

Governador escolhe segundo mais votado de lista tríplice, prática que não ocorria desde 1981, quando o país vivia sob ditadura

Por: João Peres

O governador de São Paulo, José Serra, escreveu seu nome na história da Universidade de São Paulo (USP) nesta sexta-feira (12) ao nomear João Grandino Rodas para exercer o cargo de reitor. O diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco foi o segundo mais votado pelo restrito conselho que conduz o segundo turno da eleição interna da USP.

Desde 1981, sob ditadura e na gestão de Paulo Maluf, o governador de turno vinha respeitando a decisão interna, ou seja, nomeava o primeiro da lista. Desta vez, Glaucius Oliva, diretor do Instituto de Física de São Carlos, ganhou mas não levou.

Pesou contra ele o fato de ser próximo à reitora Suely Vilela, que teve inúmeros problemas de relacionamento com José Serra. O governador não gostou nem um pouco da ocupação de 2007 do prédio da Reitoria. Desde então, sob pressão de setores conservadores, Suely Vilela resolveu endurecer a conduta, culminando na repressão policial a estudantes e funcionários em plena Cidade Universitária, fato que não ocorria há 40 anos. Após a repressão, em junho, Oliva encabeçou a lista de docentes que manifestaram apoio à atitude da reitora.

João Grandino Rodas, por outro lado, tem bom trânsito entre tucanos, com apoio de ex-ministros e secretários de governos do PSDB. Presidiu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi Além disso, o diretor da Faculdade de Direito ganhou pontos ao determinar a repressão policial à ocupação de estudantes no Largo São Francisco em 2007.

Este ano, Rodas determinou o fechamento do edifício da faculdade durante uma manifestação de universidades estaduais paulistas. Na ocasião, o professor Fábio Konder Comparato conversou com a Rede Brasil Atual. Visivelmente triste por não ter conseguido entrar para a realização de uma banca de pós-graduação, o professor manifestou ter ficado envergonhado com a situação. “Eu fiquei literalmente surpreso com essa decisão, que não tem a meu ver nenhum apoio nos princípios republicanos que devem reger a Universidade”, afirmou.
Fonte: Rede Brasil Atual

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Alguém ainda confia no Ibope?

Estranho: blecaute levou 15 minutos para afetar Ibope da Globo

O blecaute que atingiu 18 Estados e o Distrito Federal na noite de quarta-feira (11) e início da madrugada de ontem, afetando diretamente a vida de milhões de pessoas, deixou perguntas sem respostas e foi mais um gerador de fatos com consequências ainda sem melhor compreensão. O Ibope, em São Paulo, entre eles.

No momento do “apagão”, 22h13, a TV Globo registrava 30,3 pontos. Se a pane atingiu todos os lares, inclusive aqueles – presume-se – dotados do peoplemeter, aparelho que mede a audiência, presume-se que a queda deveria ser imediata. Considerando-se o residual, alguma coisa como 2 ou 3 minutos depois. Mas não foi isto que aconteceu. Só às 22h30, a Globo foi dar 0,9.

Chamado a se manifestar, o Ibope, através da sua Assessoria de Imprensa, enviou a nota:


"Diante da pane elétrica ocorrida em diversos estados do Brasil na noite de ontem (10/11), informamos que:

- Em todas as regiões onde o Ibope Mídia afere eletronicamente o consumo regular de TV, a coleta de dados é realizada via Peoplemeter e a transmissão é feita através do módulo de telefonia celular (de uso exclusivo para o envio) por meio da internet;

- O Ibope Mídia conta com uma estrutura preparada para o recebimento das informações coletadas, independente da ausência de energia elétrica, uma vez que possui geradores próprios de energia em sua central;

- Porém, diante do ocorrido, os domicílios que fazem parte da amostra não tiveram capacidade de transmitir os dados a partir das 22h20;

- O Ibope Mídia está trabalhando na análise das informações que foram recuperadas, para garantir que as mesmas sejam disponibilizadas hoje ao mercado, seguindo o padrão de qualidade da empresa."

O que mais se comentou nos bastidores da TV nesses últimos dois dias, foram os números de terça-feira divulgados pelo Ibope, referentes ao período em que houve falta de energia na Grande São Paulo, base da pesquisa, além de outros tantos lugares.

A audiência apresentada, percebe-se, apenas reforçou a desconfiança das demais redes em relação à sua leitura.

Ainda há uma estranheza muito grande com os 9 pontos de média alcançados pelo “Casseta”, que teve 95% do seu tempo dentro do apagão.

Isto, no campo das possibilidades, conduziu muita gente a imaginar que o registro desses índices saiu de residências com geradores próprios e que grande parte da amostra pode estar concentrada nas classes mais elevadas.

Outro exemplo, segundo dirigentes dessas emissoras – que evidentemente não querem ser identificados, foi o fato de, no auge da escuridão, um flash do Jornal da Globo, às 23h57, com 19 minutos de duração, fazer a emissora subir de 2 para 3 pontos, que acabou sendo a média do Profissão Repórter, exibido entre 23h57 e 0h34.
Fonte: Vermelho

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Revista Veja é lixo

Como a Veja usou dossiê falso para incriminar um diretor da ANP

Mais uma vez a revista Veja dá eco a histórias que não se comprovam depois. Foi assim no episódio publicado em 2005 sobre os dólares de Cuba, que teoricamente teriam financiado parte da campanha de Lula à Presidência da República, que conduziu o ex metalúrgico ao Planalto pela primeira vez, em 2002.

Por Lúcia Rodrigues, na Caros Amigos

O semanário também publicou em 2005 reportagem que insinuava que candidatos ligados ao Partido dos Trabalhadores teriam recebido recursos das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, para o financiamento de suas campanhas.

As fitas com o áudio do diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) reproduzido nas páginas de Veja, também nunca apareceram. Investigação da Polícia Federal não identificou esses grampos que a revista insinuava existir. Segundo a reportagem, essas gravações teriam sido produzidas pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e seriam repassadas a Lula, apesar de afirmar que não necessariamente o presidente tivesse conhecimento disso.

A principal publicação do grupo Abril se transformou em espécie de contadora de histórias da carochinha, para embalar seus leitores com a desinformação. Ao longo de anos, várias e várias historinhas têm ilustrado dezenas de páginas do folhetim romanceado da Marginal Pinheiros, quando o objetivo é desancar algum desafeto da família Civita. Faz a denúncia. Não prova nada. E fica o dito pelo não dito.

Desta vez o alvo do ataque foi o irmão do ministro Franklin Martins, o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Victor de Souza Martins. As acusações contra Victor foram veiculadas na coluna de Diogo Mainardi, da edição de 8 de abril de 2009. O texto assinado pelo articulista afirma que um relatório interno e sigiloso da Polícia Federal aponta o irmão do ministro como o responsável por um esquema de desvio de R$ 1,3 bilhão da Petrobras.

Mainardi assegurou na ocasião, que as provas que haviam chegado a suas mãos fundamentavam a denúncia publicada em sua coluna. Como ficou comprovado posteriormente, o material a que ele faz referência foi produzido à margem da legalidade.

O tal relatório nunca fez parte de nenhum inquérito da Polícia Federal, nunca existiu oficialmente. Foi fruto de uma ação clandestina de arapongagem, nos moldes do antigo SNI, o serviço de espionagem da ditadura militar, com grampos telefônicos e quebra de sigilos.

O procurador da República Marcelo de Figueiredo Freire foi quem descobriu a armação. Ele atua no grupo do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro que controla as ações da Polícia Federal. Freire se surpreendeu com a denúncia feita pelo articulista de Veja e solicitou ao superintendente da PF no Rio de Janeiro, Ângelo Fernandes Gióia, informações sobre o caso.

Em ofício datado de 14 de abril de 2009, ele pede providências ao chefe da Polícia Federal carioca, para que seja identificada a autoria de quem cometeu o crime. O resultado para a solicitação veio de forma célere. Em aproximadamente 40 dias, a PF apontou o ex agente da Polícia Federal e funcionário da Assessoria de Inteligência da ANP Wilson Ferreira Pinna, como o único responsável pela produção do material com informações ilícitas.

A responsabilização única de Pinna pela Polícia Federal não convenceu o procurador da República. “Eu não fiquei satisfeito só com a responsabilização do Pinna. Por isso, abri inquérito suplementar. Não excluo a possibilidade de outros terem participado, dentro da ANP, da Polícia, da Receita Federal e de outros órgãos. Foram violados sigilos telefônico, fiscal. Provavelmente para que isso tenha ocorrido terceiros efetivamente participaram”, diz o procurador.

Freire também comunicou ao superintendente da Polícia Federal que após a denúncia ter sido veiculada na revista, foi procurado por vários jornalistas sendo que um deles lhe entregou cópia de uma espécie de dossiê intitulado Operação Royalties, que continha o nome de diversas pessoas e informações a respeito delas.

O documento entregue por esse jornalista ao procurador tem aproximadamente 10 páginas, é apócrifo e está diagramado em formato de um folder. A produção visual do material também é de boa qualidade. “Quando vi esse folder tive a convicção de que alguma coisa errada aconteceu”, relata Freire.

O procurador não quis revelar os nomes dos investigados que constam desse dossiê. E também não adiantou o número de pessoas arroladas no material produzido ilegalmente, devido ao segredo de justiça que envolve o caso. “Não tenho autorização para divulgar esses dados.”

A reportagem da Caros Amigos apurou, no entanto, que além de Victor, o superintendente de Fiscalização da ANP, Jefferson Paranhos dos Santos, também teve a vida devassada pela arapongagem. “Quero que se faça justiça. Quero saber quem produziu o dossiê, quem pagou e quais foram os objetivos”, afirma Victor.

Investigação

Freire sabia que a Polícia Federal havia instaurado inquérito em 6 de novembro de 2007, para apurar supostas irregularidades na classificação, no cálculo e pagamento de royalties de petróleo a municípios e Estados. Ele quis se certificar de que a informação veiculada por Mainardi não havia sido apensada nesse inquérito. As vistas ao processo deram ao procurador a certeza de que tais informações inexistiam nos autos.

“Constatei que fora feita uma investigação paralela, fora da cognição tanto do Ministério Público quanto do juízo criminal a que estava distribuído o inquérito”, frisa o procurador. Mesmo que de forma legal, a Polícia Federal não poderia ter promovido nenhum tipo de investigação sem dar ciência ao MPF e à Justiça Federal.

Os dados obtidos e produzidos de maneira ilegal, como escutas clandestinas e quebra de sigilo fiscal, obviamente também não poderiam ser anexados à investigação que corre na justiça federal. O dossiê completo produzido pela arapongagem foi condensado em um pendrive e deixado em um escaninho da PF.

“O que estava no pendrive não poderia jamais ingressar no inquérito. Por isso, não ingressou. Porque se tivesse ingressado certamente eu teria aberto e visto todas as condutas ilícitas que estavam ali inseridas”, enfatiza o procurador da República.

A formatação do inquérito da PF nº 2.415, de novembro de 2007, que visava verificar as supostas irregularidades no repasse de royalties a municípios e Estados também é peculiar e chama a atenção. A peça foi toda construída com base em noticiário da imprensa.

“É uma coisa pouco usual, eu tenho doze anos de MPF, todos na área criminal do Rio, e nunca vi um inquérito instaurado dessa forma. Isso não traduz nenhum tipo de conduta ilegal, mas eu nunca vi inquérito instaurado de ofício, com base em notícias de jornal”, ressalta Freire.

Os delegados da PF Lorenzo Martins Pompílio da Hora, Francisca Eliane Freire, Bruno Bastos Oliveira e Osvaldo Scalezi Junior assinam o documento que instaurou esse inquérito. Os quatro policiais foram procurados pela reportagem da Caros Amigos, por intermédio da assessoria de imprensa da PF, mas não se pronunciaram sobre o caso.

“Reforçamos o posicionamento desta Superintendência Regional pela manutenção do sigilo dos inquéritos policiais conferida pelo artigo 20 do Código de Processo Penal brasileiro”, afirma a nota da assessoria de comunicação social da Polícia Federal carioca.

Nesse inquérito, de poucas páginas, não havia nenhuma alusão a fato concreto, nem a nenhum fato criminoso com tipificação penal. “Não havia nada disso. Era um inquérito incipiente, sem objeto definido e com pouca viabilidade. Praticamente fadado ao arquivamento”, destaca o procurador Freire.

Esse era o panorama que o Ministério Público Federal tinha até veiculação do artigo de Mainardi na Veja. “Fomos surpreendidos com a publicação na coluna da revista e depois por várias outras matérias que faziam remissão a uma investigação com um objeto mais bem definido, um alvo determinado e que para nossa surpresa desconhecíamos. Então procuramos saber o que de fato estava por traz daquilo tudo.”
Fonte: Vermelho

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Bessinha - chargeonline

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Serra, o incompetente

Vigas de construção de viaduto do Rodoanel caem sobre rodovia

Pista da Régis no sentido SP foi interditada; há ao menos 2 feridos.
Acidente ocorreu por volta das 21h10, segundo a PRF.

Três vigas de sustentação de um viaduto do Rodoanel Mário Covas que está sendo construído sobre o Rodoanel Mário Covas desabaram por volta das 21h10 desta sexta-feira (13), de acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal. O acidente ocorreu no km 279 do Rodoanel, na região de Embu, na Grande São Paulo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de São Paulo, há pelo menos duas pessoas feridas no acidente. A Polícia Rodoviária Federal também confirma a informação e diz que uma está gravemente ferida e a outra teve ferimentos leves.

Foram enviadas cinco equipes de bombeiros de São Paulo e duas de Barueri, além das equipes locais dos bombeiros, que atuam na região.

As pessoas feridas estão sendo encaminhadas ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra.

Segundo a polícia rodoviária, as vigas atingiram veículos que trafegavam na pista sentido São Paulo. De acordo com a concessionária que administra a rodovia, a pista foi totalmente interditada neste sentido.

Não há, no entanto, informações sobre vítimas até o momento, pois as equipes de socorro da concessionária da Régis Bittencourt, os bombeiros e o Samu não chegaram ao local até o momento.
Fonte: G1

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagão cerebral




Apagão iniciado nas linhas da CESP?. Parece piada, não é?

Besteira politica em função do desespero?

O fato, governador José Serra, é que a falta de investimento acontece no seu governo, não no governo Lula. A Cesp é do seu governo, a "falha" foi do seu governo. Qual explicação será dada, governador?

Serra está cada dia mais patético.

Vive iludido. É irreal. Acha que pode ser Presidente do Brasil. Serra será o nosso "Napoleão Bonapart" daqueles quadros humoríticos cheios de risadas forçadas.

Passará sua vida acreditando que é "o cara" ideal para assumir a Presidência, o melhor de todos, o merecedor.

Vai ficar louco no final da vida.

Que pecados terá ele cometido para terminar assim, louquinho de pedra?

Ninguém merece!

O motivo do apagão pode estar relacionado com o fato das pesquisas lhe mostrarem a realidade, continua caindo nas pesquisas e Dilma subindo.

É um bom motivo para ficar maluco, não é?

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domingo, 8 de novembro de 2009

Bessinha - chargeonline

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Maria Maria - Orkut

Olá Maria Maria, sou completamente analfabeto em se tratando de Orkut, mas verifiquei que se criou uma pequena polêmica à respeito do título dado por mim - Lula, o analfabeto mais querido do Brasil - a uma matéria de tíltulo original - Cesta básica pesa menos no orçamento dos pobres - da folha online no dia 07 último.

Sou e sempre serei defensor do Lula, tenho razões mais do que especiais para isso. Em 1979 estudava engenharia em São Bernardo do Campo e pude, felizmente, presenciar o nascimento do Presidente da República que transformou este País.

Caetano Veloso foi infeliz e grosseiro ao se referir ao Presidente. Fui fã de Caetano e há muito tempo perdi o interesse por seu trabalho, tornou-se um chato.

Percebí que algumas pessoas se sentiram ofendidas pelo título, mas se conhecessem meu blog e a que ele se destina, entenderiam a ironia do título.

Abraços

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Chalita ataca Serra e PSDB

Chalita ataca “tecnicismo” de Serra e falta de democracia no PSDB

Por André Cintra

Vereador mais votado do país em 2008 e recém-filiado ao PSB, o ex-tucano Gabriel Chalita se virou contra seu antigo partido. Em entrevista ao Vermelho, na sexta-feira (6), durante o 12º Congresso do PCdoB, em São Paulo, o parlamentar acusou o governador José Serra (PSDB-SP) de esvaziar a “democracia partidária”. E disparou contra o PSDB: “Quando você está num partido em que você não pode falar em nenhuma instância partidária, está na hora de ir embora — senão você trai o povo”.

Ex-secretário estadual de Educação durante o governo de Geraldo Alckmin (2001-2006), Chalita afirma que a gestão Serra abandonou princípios “humanistas” ao lidar com a área. “O que ficou foi uma visão muito tecnicista, muito distante do povo.”

Declarando-se “emocionado” com o discurso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabara de pronunciar no Congresso do PCdoB, Chalita saudou também o “grupo de partidos que apoiam uma visão muito mais humana de política”. Caso, segundo ele, das principais legendas de esquerda no Brasil — PT, PSB, PCdoB e PDT.

Confira abaixo trechos da entrevista


Dentro do PSB, houve alguma resistência à sua filiação ou você foi bem acolhido?
Fui muito bem acolhido, sim, e está sendo muito legal. O PSB é um partido que tem uma preocupação imensa com essa questão humana, e eu também tenho bandeiras que defendi a minha vida toda.

Fico emocionado de ver o presidente Lula falando tanto em educação, no quanto ele investiu, no que é o ProUni (Programa Universidade para Todos). Encontrei aqui no PCdoB várias pessoas que fizeram o Escola da Família, que é um projeto que veio antes do ProUni e que ajudava a pessoa a ter uma formação universitária.

Essa é a linha daquilo que defende o PCdoB, o PDT, o PSB, o PT. É também a linha que defendia uma parte do PSDB quando eu estava lá, uma ala mais à esquerda. É a visão mais humanista, essa preocupação com o ser humano.

O legado do Lula é um legado de muita emoção, de respeito às pessoas, de cada pessoa individualmente. Veja quando ele fala do Bolsa Família ou de um trabalhador, Eu estava no evento com os catadores de materiais reciclados e via com que emoção o Lula abraçava as pessoas. Acredito na política como exercício assim — de gente que gosta de gente, de gente que respeita gente e trabalha para que essa gente tenha melhores condições de vida.

O que houve com esse grupo que você chama de “ala mais à esquerda” do PSDB? Ficou isolada, sem espaço no partido? O Serra “limpou a área”?
Eu acho que sim. O que ficou foi uma visão muito tecnicista, muito distante do povo. Vejo na minha área — que é a área da Educação — que a gente abria as escolas para a comunidade, aquela população toda nas escolas. Hoje é uma linha “provinha”, “provinha”, “provinha”, “provinha”.

Você vai destruindo essa capacidade de criativa. O professor — um trabalhador que já sofre tanto — é tratado de uma forma inadequada. É tão complexa essa relação de professor e aluno numa sala de aula. O professor tem de ser acolhido, valorizado. E, cada vez mais, vende-se uma imagem horrível do professor.

Agora, para aumentar salário, tem que fazer uma “provinha”. Por que só o professor tem que fazer uma provinha? Por que político não tem que fazer “provinha” também? Então é uma visão muito preconceituosa, depreciativa e incorreta sob ponto de vista cognitivo. Não é por ir bem numa prova que uma pessoa será um bom professor na sala de aula. É uma visão equivocada.

Se a gente pegar o conceito do que era uma social-democracia, deveria estar muito mais à esquerda, ter uma visão muito mais ligada ao dinamismo social. Mas não é isso o que a gente enxerga. Eu estou muito feliz de estar agora nesse grupo de partidos que apoia uma visão muito mais humana de política e vou continuar trabalhando nessa direção.

Nas eleições municipais de 2008, você teve 104 mil votos e foi o vereador mais votado do Brasil. Você diz que, apesar disso, Serra nunca fez questão de recebê-lo. Não havia mesmo nenhuma disposição para o diálogo?
Eu começa a incomodar com minhas críticas à política educacional que eles desenvolviam, e infelizmente faltou também democracia partidária. Num congresso como este do PCdoB, pode haver discordâncias — uma pessoa pensa de certo lado, outra pessoa pensa de jeito diferente. Mas as pessoas têm voz. Você pode dizer aquilo que você pensa e ser ouvido. Os outros escutam, e há diálogo.

Agora, quando você está num partido em que você não pode falar em nenhuma instância partidária, está na hora de ir embora — senão você trai o povo. Foi melhor deixar o partido do que o povo.
Fonte: Vermelho

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